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Educação financeira nas escolas: conhecimento que se transforma em decisões reais

Aprender a lidar com o dinheiro desde cedo pode mudar a forma como uma pessoa toma decisões ao longo de toda a vida. Mais do que ensinar crianças e adolescentes a poupar, a educação financeira contribui para o desenvolvimento da autonomia, da responsabilidade e do pensamento crítico.


Um exemplo prático desse impacto vem do Colégio COC Atibaia. Após a implantação do programa Gênio das Finanças, em 2025, os estudantes começaram a levar os conhecimentos adquiridos para situações reais, mostrando que o aprendizado financeiro pode ultrapassar os limites da sala de aula.


Uma aluna do 7º ano criou uma loja online de bijuterias com o apoio da família. Para colocar o projeto em prática, ela precisou pensar em custos, preços, organização, divulgação e planejamento. Dessa forma, a educação financeira também se tornou uma ferramenta para estimular o empreendedorismo e a iniciativa.


Outro aluno, do 8º ano, começou a montar uma pequena carteira de ações na bolsa de valores. Mais importante do que simplesmente investir, esse processo permitiu que ele tivesse contato com conceitos como risco, diversificação, objetivos e tomada de decisão responsável.


Os dois exemplos mostram o impacto real que a educação financeira pode produzir quando é apresentada de maneira prática e adequada à idade dos estudantes. O conhecimento deixou de ser apenas um conteúdo teórico e passou a influenciar comportamentos, escolhas e projetos pessoais.


Atualmente aplicado nas oito unidades da rede, o programa combina economia comportamental, psicologia, pedagogia alinhada à BNCC e temas práticos definidos de acordo com cada série. Essa estrutura ajuda os alunos a compreenderem que o dinheiro está relacionado a diferentes momentos e decisões da vida.


O impacto também vai além das finanças. O contato com temas como consumo, moradia, trabalho, investimentos e empreendedorismo aproxima os estudantes de áreas como matemática, história, geografia e atualidades. Com isso, a educação financeira pode ampliar o interesse pelo aprendizado e tornar outros conteúdos mais próximos da realidade.


Outro resultado importante é a participação das famílias. Quando crianças e adolescentes levam essas discussões para casa, o conhecimento pode alcançar pais e responsáveis, criando oportunidades para conversar sobre orçamento, consumo, planejamento e objetivos familiares.


Esse aprendizado contribui para formar adultos mais preparados para lidar com o crédito, evitar o endividamento, reconhecer riscos e planejar o futuro. Em um país no qual muitas pessoas chegam à vida adulta sem orientação sobre dinheiro, começar esse trabalho na escola pode ajudar a prevenir problemas financeiros antes que eles aconteçam.


Para que os resultados sejam consistentes, a educação financeira não deve aparecer apenas em ações pontuais. Ela precisa ser estruturada, contínua, adaptada a cada faixa etária e conectada às decisões que os estudantes já enfrentam ou enfrentarão nos próximos anos.


A SeuDin, como integrante do Comitê Brasileiro de Empresas de Educação Financeira da ABEFIN, apoia a ampliação dessa causa e defende a presença da educação financeira nos colégios. Escolas, famílias, empresas, especialistas e poder público podem contribuir para que esse conhecimento alcance cada vez mais estudantes.


O case do Colégio COC Atibaia demonstra que a educação financeira pode gerar resultados concretos desde cedo. Quando o estudante aprende, compreende e coloca o conhecimento em prática, ele começa a construir uma relação mais consciente com o dinheiro e se prepara melhor para as escolhas do presente e do futuro.

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